Mário Macilau apresenta exposição ‘Sombras do Tempo’ em Lisboa

A Galeria MOVART inaugurou no passado dia 23 de Setembro, a exposição individual “Sombras do Tempo“, pela primeira vez em Lisboa, do renomado fotógrafo moçambicano Mário Macilau, onde é apresentada uma série inédita de fotografias intitulada “Círculo de memória”, sob a curadoria do britânico Ekow Eshun

Para exposição “Sombras do Tempo“, Mário Macilau fotografou edifícios abandonados da época do colonialismo que, como nos mostra, estão presentes por toda a parte em Moçambique.

“Apesar de terem perdido as suas características de funcionalidade orgânica, cada fotografia localiza figuras, muitas vezes de mulheres ou crianças, cuja imagem levita sobre difíceis encontros com as estruturas em ruínas que as envolvem. São imagens que evocam qualquer coisa de estranho e melancólico, de uma vida ao lado de despojos numa zona devastada”, refere a MOVART em comunicado.

Através deste registo fotográfico, o artista faz a escolha do que é visível e do que deve ser ocultado, ou por desvendar. Aqui os fantasmas não são as pessoas, mas o espelho de uma ideologia falhada – a ação moralmente fracassada do colonialismo, com a proclamação da violência em nome do progresso. 

A exposição ficará patente até o dia 11 de Novembro de 2021, na Galeria Movart em Portugal, localizada na Rua João Penha,  RC 14A 1250-131, Lisboa.

Sobre o Artista

Mário Macilau nasceu em 1984 em Maputo, onde continua a viver e a trabalhar. Aprendeu fotografia em 2003, quando trocou o telemóvel da sua mãe por uma máquina fotográfica e tornou-se fotógrafo profissional a tempo inteiro, desde 2007.  

Poucos anos depois, o seu talento atravessou fronteiras, tendo sido galardoado com diversos prémios internacionais de relevo, viajado muito e visto o seu trabalho publicado em algumas das mais prestigiadas galerias, feiras de arte e exposições por todo o mundo. 

A sua atividade fotográfica foca-se em temas como a identidade, as questões políticas e as condições ambientais, tendo mesmo trabalhado com grupos socialmente isolados, para sensibilizar o seu público, não só das muitas injustiças sociais e desigualdades sociais no mundo, mas também para mostrar histórias de humanidade, fraternidade, vitória, amor e esperança. Com frequência, o retrato é o seu ponto de partida, sendo a sua abordagem instrumental para revelar uma perspetiva mais ampla.

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