Fado & Morna: Cremilda Medina e Célia Leiria homenageiam Amália e Cesária

A Fundação Amália Rodrigues e o Centro Cultural de Cabo Verde apresentam num formato acústico, o espetáculo “Fado & Morna” em homenagem as divas Cesária Évora e Amália Rodrigues.

“Duas artes levadas ao mundo por duas almas excepcionais! Amália e Cesária deram a conhecer a identidade e as raízes dos seus países através da Voz e foram o grande impulso para que estes dois géneros se tornassem Patrimónios Culturais Imateriais da Humanidade, estabelecidos pela Unesco“, lê-se em comunicado.

Célia Leiria (fado) e Cremilda Medina (morna) juntam-se num ambiente intimista para celebrar não só a música portuguesa e a cabo-verdiana, mas também a cultura de ambos os países. 

Na ocasião, haverá leitura de poesia cabo-verdiana e portuguesa, e de forma a enriquecer esta viagem cultural, serão expostas peças do acervo de Amália e de Cesária.

O espetáculo ao ar livre está marcado para o dia 18 de setembro, as 17h00, no Jardim d’Amália, na Rua de São Bento, em Lisboa. Os bilhetes variam de 20 a 25 euros.

As intérpretes:

Cremilda Medina

Nasceu e cresceu no Mindelo, ilha de São Vicente em Cabo Verde, e desde criança que a música faz parte da sua vida. A morna, rainha dos estilos musicais de Cabo Verde, é a sua estrela guia. Tendo a cantora Cesária Évora como uma das suas principais referências, empenha-se numa carreira musical assente na tradição e valorização dos estilos tradicionais cabo-verdianos.

Editou o seu primeiro disco “Folclore”, em 2017, onde explora os ritmos tradicionais, em especial a morna e a coladeira, aventurando-se também no fado.

Em 2018, aquando da candidatura da morna a Património Cultural Imaterial da Humanidade, editou o single Nôs Morna”, em dueto com Tito Paris, como forma de apoio à candidatura.

Reconhecida nacional e internacionalmente, Cremilda Medina empenha-se na valorização e divulgação da morna, estilo musical que melhor retrata a essência do povo de Cabo Verde.

Célia Leiria

Natural de Santarém, Célia Leiria nasceu numa família ribateja de tradição fadista e com uma forte aptidão para as Artes. A sua paixão pela música e pelo canto despertou na infância, tendo começado a cantar fado com apenas 14 anos. Foi nestes primeiros anos que fortaleceu laços de amizade e aprendizagem com grandes nomes do fado que a incentivaram na arte da tradição fadista.

Em 2001, foi convidada por Carlos Zel nas “Quartas de Fado” no Casino Estoril, ponto de partida para uma carreira que a levou a cantar nas melhores salas do país e no estrangeiro. Célia Leiria canta, habitualmente, em diversas casas de fado de prestígio em Lisboa. Em 2011, lançou o seu álbum “Caminhos de Fado”.

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