Escritora moçambicana Paulina Chiziane vence Prémio Camões 2021

Foto: DR/Facebook

A moçambicana Paulina Chiziane venceu por unanimidade a 33ª edição do Prémio literário Camões, foi anunciado no passado dia 20 de Outubro de 2021.

O Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa. Com a sua atribuição, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa.

A escritora Paulina Chiziane que foi a primeira mulher a publicar um romance no seu país, em 1990 com “Balada de Amor ao Vento”, é agora também a primeira mulher africana a receber esta distinção.

Segundo uma nota divulgada pelo Ministério da Cultura, “o júri decidiu por unanimidade atribuir o prémio à escritora moçambicana Paulina Chiziane, destacando a sua vasta produção e receção crítica, bem como o reconhecimento académico e institucional da sua obra”.

“O júri referiu também a importância que dedica nos seus livros aos problemas da mulher moçambicana e africana. O júri sublinhou o seu trabalho recente de aproximação aos jovens, nomeadamente na construção de pontes entre a literatura e outras artes”, lê-se.

Paulina Chiziane nasceu em Manjacaze, Moçambique, em 1955 e cresceu em Maputo, onde estudou linguística. Atualmente com 66 anos, vive e trabalha na Zambézia. Ficcionista, publicou vários contos na imprensa (Domingo, na «Página Literária», e na revista Tempo).

Publicou o seu primeiro romance, ‘Balada de Amor ao Vento’, depois da independência (1990). A obra ‘Ventos do Apocalipse’, concluído em 1991, saiu em Maputo em 1995 como edição da autora e foi publicado em 1999 pela Caminho. Em 2003, o seu romance ‘Niketche: Uma História de Poligamia’ ganhou o Prémio José Craveirinha.

Alguns dos seus livros foram publicados em Portugal e no Brasil, e estão traduzidos em várias línguas.

O júri da edição 2021 do Prémio Camões foi constituído por Ana Martinho, professora universitária (Portugal); Carlos Mendes de Sousa, professor universitário (Portugal); Jorge Alves de Lima, escritor e investigador (Brasil); Raul César Fernandes, professor universitário (Brasil); pelos PALOP, Tony Tcheka, escritor (Guiné-Bissau); e Teresa Manjate (Moçambique). 

Está é a terceira vez que o Prémio Camões é atribuído a um escritor moçambicano, depois das distinções de José Craveirinha em 1991 e Mia Couto em 2013.

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