Elida Almeida lança “Mau Menino” com Jimmy P. Novo álbum a caminho

“Mau menino” é o tema que dá o pontapé de saída para “Mulata”, o próximo novo longa-duração da cantora e compositora cabo-verdiana Elida Almeida. O tema que conta com a participação especial de Jimmy P, chegou esta sexta-feira, 8, a todas as plataformas de streaming, acompanhado por um videoclipe oficial no YouTube da artista.

Neste novo single a duas vozes, Elida Almeida se aventura também em português e desafia Jimmy P a sair da sua zona de conforto. “O resultado é um dueto brilhante, profundo e emotivo, que aborda uma relação falhada entre duas pessoas, uma que deu tudo, outra que não soube valorizar”, pode-se ler num comunicado enviado à redação.

Quando escrevi esta música achei que encaixava na perfeição com o Jimmy P. Adoro aquele rap mais slow do Jimmy e achei pensei que casaria muito bem com este tema, desafiei-o ele gostou da música, e para mim foi um orgulho partilhá-la com ele”, conta Elida.

Jimmy P, por sua vez, teceu elogios a artista. “A Elida é uma das vozes, se não, a melhor voz da lusofonia da nossa geração. Um dueto que me levou para fora da minha zona de conforto, onde me senti muito confortável e do qual gostei muito de fazer parte”.  

Elida Almeida, uma das maiores vozes da atualidade cabo-verdiana, referida por muitos como a líder da nova geração musical do país, encontra-se em fase de finalização do novo trabalho de estúdio. A escolha do nome “Mulata” não é inocente, pretende espelhar precisamente a mistura que este disco apresenta, o encontro de etnias e de diferentes culturas bem patente em cada faixa. Como diz a própria “vamos ter um bocadinho do mundo dentro do Mulata”.

“Um álbum do mundo e para o mundo”, é assim que Elida Almeida define este quarto registo de originais, que tem data de edição já agendada para o final de outubro deste ano.

Conhecida pela maturidade, talento e generosidade da sua escrita e interpretação, Elida Almeida deu-se a conhecer ao mundo em 2014, depois do produtor José da Silva, responsável pela editora discográfica Lusoafrica, casa de nomes grandes da música de Cabo Verde, como Cesária Évora e Mário Lúcio, a descobrir pelos bares da Praia e perceber rapidamente que as suas histórias eram demasiado importantes para não serem ouvidas pelo mundo. Daí até ao estúdio foi um processo de descoberta, onde Elida precisou de ultrapassar o medo e passar os seus dramas para as melodias.

O seu primeiro disco “Ora doci ora margos” foi um sucesso imediato e graças a ele as suas palavras chegam à vida de muitos jovens cabo-verdianos, garantindo-lhe o lugar da “voz da nova geração”. Um feito improvável para uma jovem que aprendeu a cantar numa igreja e que chegou a animar uma emissão de correio sentimental numa pequena rádio da ilha de Maio. Ao registo de estreia sucedem-se mais dois álbuns de originais: “Kebrada” (2017) e “Gerasonobu (2020).

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