Actor Bruno Candé assassinado após “insulto racista” em Portugal

Foto: Reprodução

Actor Bruno Candé Marques, de 39 anos, foi assassinado a tiros por um homem de 80 anos, em Moscavide, em Lisboa. A família da vítima fala em motivações racistas.

O crime ocorreu neste sábado, 25 de Junho, por voltas das 13 horas. O autor do crime é um enfermeiro aposentado, de 80 anos, que baleou mortalmente em plena rua a vítima de 39 anos.

O atirador foi retido no local por testemunhas, até à chegada da polícia portuguesa, tendo-lhe sido apreendido uma arma de fogo.

Segundo relatos, os vizinhos indicaram que havia um desentendimento por causa de uma cadela que Bruno usava como guia, desde que teve um acidente que levou-o a ficar em coma, deixando-o com sequelas.

Além disso, a família da vítima queixava-se de insultos racistas por parte do homem de 80 anos.

A organização “SOS Racismo”, exigiu justiça em comunicado divulgado no Facebook. “O caráter premeditado do assassinato não deixa margem para dúvidas de que se trata de um crime com motivações de ódio racial”, diz a organização. “O racismo já matou e continua a matar. Para que o assassinato do Bruno Candé Marques não seja mais um sem consequências, exigimos que justiça seja feita”, acrescenta a nota.

De origem guineense, Bruno Candé Marques nasceu em Portugal, onde começou a fazer teatro. Era actor da companhia de teatro Casa Conveniente em Portugal. Na televisão participou na telenovela “Única Mulher”, da TVI.

Bruno Candé deixa três filhos, dois rapazes, com cinco e seis anos e uma menina de dois anos.

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